Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Parceria Jurídica

Empresas e Tributos

Reforma Tributária: Contadores em SP Apontam os Setores Mais Impactados no Brasil

Contadores de São Paulo apontam quais setores sentem mais a Reforma Tributária, o que muda com CBS e IBS e como as empresas devem se preparar para a transição.

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Neste artigo

A Reforma Tributária brasileira representa a mais profunda reestruturação do sistema de tributos sobre consumo desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. Aprovada por meio da Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, a reforma substitui cinco tributos fragmentados por um modelo dual de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), reunindo o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), além do Imposto Seletivo. O impacto dessa mudança sobre os diferentes segmentos da economia brasileira é heterogêneo, profundo e, em muitos casos, ainda subestimado pelas empresas.

Os contadores em SP acompanham de perto a movimentação legislativa e as simulações de carga tributária setorial. A Confirp Contabilidade, com mais de 40 anos de atuação no mercado contábil paulista e nacional, tem orientado empresas de todos os portes sobre o que esperar do novo modelo e como antecipar os efeitos da transição que se estende até 2033.

 

O Que é a Reforma Tributária e Por Que Ela Importa para as Empresas Brasileiras?

A Reforma Tributária unifica cinco tributos que hoje incidem sobre o consumo de bens e serviços: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. Esses cinco tributos, com legislações distintas, alíquotas variáveis por estado e município, e regimes de apuração complexos, são substituídos por um sistema que busca neutralidade, transparência e não cumulatividade plena.

Ilustração de cartão e tributos sobre consumo
Ilustração de cartão e tributos sobre consumo. Foto: Pexels

 

O novo modelo tem como pilares centrais o IBS, de competência estadual e municipal, e a CBS, de competência federal, ambos funcionando sob a lógica do IVA dual. Paralelamente, o Imposto Seletivo incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e veículos de alta emissão.

Para as empresas, o impacto não é apenas operacional. Trata-se de uma reconfiguração da estrutura de custos, margens e preços, com efeitos que variam conforme o setor, o modelo de negócio, o regime tributário e o posicionamento na cadeia produtiva. Os contadores em SP têm sido fundamentais para traduzir essa complexidade em estratégias concretas de adaptação.

 

Quais São as Principais Mudanças do Novo Sistema Tributário para as Empresas?

O ponto central da reforma é a substituição de tributos cumulativos e fragmentados por um sistema de crédito amplo e não cumulativo. Na prática, isso significa que cada etapa da cadeia produtiva poderá se creditar do tributo pago na etapa anterior, eliminando o chamado “efeito cascata”.

Outras mudanças estruturantes incluem:

A alíquota de referência ainda está sendo definida, mas estimativas iniciais do Ministério da Fazenda indicam uma alíquota padrão combinada de IBS e CBS entre 26% e 28%, uma das mais altas do mundo para um IVA, mas que, em teoria, eliminará distorções que hoje encarecem artificialmente a produção.

A regra de destino passa a valer integralmente: o tributo será cobrado no local onde o bem ou serviço é consumido, e não mais onde é produzido. Isso altera a dinâmica de guerra fiscal entre estados e muda o comportamento de incentivos tributários regionais.

O período de transição é graduado entre 2026 e 2033. Durante esse intervalo, o antigo e o novo sistema coexistirão, o que representa um desafio operacional significativo para as equipes contábeis e fiscais das empresas.

A cashback tributário para famílias de baixa renda também integra o modelo, como mecanismo de progressividade.

 

Quais Setores Tendem a Registrar Aumento da Carga Tributária com a Reforma?

Esta é, sem dúvida, a questão mais sensível para o empresariado. A resposta direta é que os setores que hoje se beneficiam de regimes especiais, alíquotas reduzidas, isenções ou benefícios fiscais de ICMS e ISS tendem a ser os mais impactados negativamente.

 

O Setor de Serviços é o Mais Vulnerável ao Novo Modelo?

Sim. O setor de serviços é apontado pelos contadores em SP como o segmento com maior risco de aumento da carga tributária. A razão é estrutural: prestadores de serviços historicamente pagavam ISS com alíquotas entre 2% e 5%, além do PIS e Cofins no regime cumulativo com alíquotas reduzidas. Com a unificação, a alíquota combinada do IBS e CBS pode ser significativamente maior.

Além disso, empresas de serviços têm menor volume de créditos para compensar, porque utilizam menos insumos físicos na cadeia produtiva. Um escritório de advocacia, uma clínica médica ou uma empresa de tecnologia, por exemplo, compra poucos produtos tangíveis. Sem insumos para gerar crédito, o imposto pago ao longo da cadeia não é recuperado, elevando a carga efetiva.

Segmentos específicos do setor de serviços merecem atenção redobrada: empresas de tecnologia da informação, consultorias, agências de publicidade, plataformas digitais e serviços educacionais privados podem enfrentar aumento real de tributação, dependendo de como as alíquotas finais forem calibradas.

 

Como o Setor Financeiro é Afetado pela Reforma Tributária?

O setor financeiro ocupa uma posição peculiar. Bancos, seguradoras e instituições financeiras operam sob um regime específico que está sendo objeto de regulamentação complementar. A tendência é que o setor migre para um modelo diferenciado dentro do IVA dual, mas ainda há incertezas sobre a alíquota aplicável e os mecanismos de apuração de crédito para serviços financeiros.

A Confirp acompanha de perto as discussões regulatórias nesse segmento, orientando clientes do setor financeiro sobre os riscos de uma transição sem planejamento adequado.

 

O Setor Imobiliário Terá Carga Maior?

O mercado imobiliário é um dos setores que gera mais dúvidas. Incorporadoras, construtoras e empresas de locação imobiliária hoje operam sob regimes como o RET (Regime Especial de Tributação), com alíquotas efetivas significativamente reduzidas. A transição para o novo modelo pode elevar a carga sobre empreendimentos residenciais fora dos programas habitacionais sociais.

Por outro lado, a reforma prevê reduções de alíquota para obras de infraestrutura e habitação popular, o que pode beneficiar parte do setor. A análise precisa ser feita caso a caso, e os contadores em SP têm desenvolvido estudos de impacto individualizados para incorporadoras e construtoras.

 

Quais Setores Podem Ser Beneficiados pelo Novo Modelo Tributário?

A reforma não é uniformemente desfavorável. Há setores que podem sair ganhando da simplificação e da expansão do direito a crédito.

 

A Indústria de Transformação Será Beneficiada?

A indústria de transformação é um dos maiores beneficiários potenciais da reforma. Hoje, o setor convive com a cumulatividade do ICMS em determinadas cadeias, a guerra fiscal entre estados gerando distorções nos créditos, e a complexidade operacional do IPI. Com a unificação e a não cumulatividade plena, empresas industriais com longas cadeias de insumos tendem a acumular créditos robustos, reduzindo o imposto efetivo a pagar.

O setor agropecuário e de agroindústria também pode se beneficiar, especialmente com as isenções e reduções previstas para a cesta básica nacional ampliada e para insumos agrícolas.

 

O Varejo Físico e o E-commerce Ganham com a Simplificação?

O comércio varejista opera com margens reduzidas e alta complexidade fiscal. A simplificação do sistema, com a unificação de declarações e a padronização do crédito, pode reduzir custos de conformidade. Para empresas do varejo com operações em múltiplos estados, a eliminação das obrigações acessórias estaduais distintas representa uma economia operacional real.

No e-commerce, a regra de destino já estava sendo implementada para o ICMS desde 2016. A consolidação plena dessa regra favorece operações nacionais que hoje enfrentam disputas sobre o destino do tributo.

 

Como a Substituição pelo IBS e CBS Impacta Diferentes Atividades Econômicas?

O IBS e a CBS funcionam como um IVA dual: mesma base de cálculo, mesma legislação, mas arrecadação separada entre esferas federal (CBS) e subnacional (IBS). A não cumulatividade plena é o principal diferencial em relação ao sistema atual.

Para entender o impacto prático, é necessário analisar a posição de cada empresa na cadeia produtiva e seu perfil de insumos. Empresas que hoje acumulam créditos de ICMS não aproveitados verão esses créditos reconhecidos ao longo da transição. Por outro lado, empresas que hoje se beneficiam de incentivos fiscais estaduais e municipais perderão essas vantagens progressivamente.

A Confirp Contabilidade desenvolveu metodologia própria para mapear o impacto líquido do novo sistema para cada cliente, considerando o regime tributário atual, o perfil de insumos, a cadeia de fornecedores e clientes, e as projeções de alíquota. Esse tipo de diagnóstico tributário é considerado indispensável pelos contadores em SP que atuam com consultoria tributária estratégica.

 

Quais São os Principais Desafios para Comércio, Indústria e Prestação de Serviços?

Independentemente do impacto líquido sobre a carga tributária, há desafios comuns a todos os segmentos durante o período de transição.

O custo de conformidade dual é o maior deles. Entre 2026 e 2033, empresas precisarão operar simultaneamente com o sistema antigo e o novo, mantendo equipes e sistemas capacitados para apurar, declarar e recolher tributos sob dois regimes. Isso aumenta os custos operacionais e o risco de erros fiscais.

A reprecificação de produtos e serviços é outro desafio crítico. Com a mudança na estrutura tributária, as empresas precisarão reavaliar suas tabelas de preços, contratos de longo prazo e políticas comerciais. Contratos vigentes com cláusulas de revisão tributária precisarão ser revisados por advogados e contadores.

A adaptação dos sistemas de gestão (ERP) é uma demanda operacional urgente. Os sistemas fiscais precisarão ser atualizados para contemplar o cálculo do IBS e da CBS, a emissão de documentos fiscais compatíveis com o novo modelo e a apuração dos créditos ampliados.

Para o setor de serviços, o desafio adicional é a necessidade de reclassificação de atividades que hoje se enquadram em categorias favorecidas do ISS mas que podem migrar para alíquotas mais altas no novo modelo.

 

Quais São os Impactos da Reforma Tributária para Empresas do Simples Nacional e Lucro Presumido?

 

O Simples Nacional Continuará Existindo?

Sim. O Simples Nacional não é extinto pela Reforma Tributária. Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) optantes pelo Simples Nacional continuarão recolhendo tributos pelo regime unificado. Contudo, haverá adaptações no modelo para garantir a coexistência com o IBS e a CBS.

A principal mudança prevista é a possibilidade de transferência de crédito para empresas que adquirem de fornecedores do Simples Nacional. Atualmente, compras de optantes do Simples não geram crédito pleno de PIS, Cofins e ICMS para o adquirente. Com a reforma, esse mecanismo será revisado, o que pode alterar a competitividade das empresas do Simples Nacional no mercado B2B.

Os contadores em SP alertam que essa mudança exige análise cuidadosa: dependendo do perfil dos clientes e fornecedores, a permanência no Simples Nacional pode ser mais ou menos vantajosa após a transição plena.

 

Como o Lucro Presumido é Impactado pelo Novo Sistema Tributário?

Empresas optantes pelo Lucro Presumido recolhem PIS e Cofins no regime cumulativo, com alíquotas de 0,65% e 3%, respectivamente. Com a transição para a CBS, a alíquota federal sobre o consumo será significativamente maior, mas com direito a crédito amplo.

O impacto líquido para empresas do Lucro Presumido dependerá do volume de créditos acumulados ao longo da cadeia. Para empresas de serviços com poucos insumos, o resultado tende a ser de aumento de carga. Para empresas comerciais e industriais com maior volume de compras, os créditos podem compensar o aumento de alíquota.

A Confirp recomenda que empresas no Lucro Presumido realizem projeções detalhadas de carga tributária comparada para os próximos anos, considerando diferentes cenários de alíquota e volume de créditos.

 

Quais São os Riscos e Oportunidades Durante o Período de Transição?

O período de transição entre 2026 e 2033 é o horizonte mais crítico para o planejamento tributário das empresas. A coexistência dos dois sistemas cria tanto riscos quanto janelas de oportunidade.

Entre os riscos, destaca-se o passivo tributário não mapeado: empresas que não monitorarem adequadamente as mudanças ano a ano podem acumular inconsistências entre os dois sistemas, gerando autuações e multas. A perda de benefícios fiscais estaduais e municipais de forma gradual também precisa ser incorporada aos planos financeiros de médio prazo.

Entre as oportunidades, está a possibilidade de aproveitamento dos créditos acumulados de ICMS e de outros tributos que as empresas possuem hoje mas não conseguem utilizar. A reforma prevê mecanismos de aproveitamento e compensação desses saldos. Além disso, a renegociação de contratos com cláusulas tributárias, realizada com antecedência, pode proteger margens e distribuir os custos da transição de forma mais equânime na cadeia.

 

Como as Empresas Podem Se Preparar para as Mudanças da Reforma Tributária?

A preparação para a Reforma Tributária não é uma tarefa que pode ser postergada. Os contadores em SP com atuação em consultoria tributária estratégica são unânimes: empresas que iniciarem o processo de adequação com antecedência sairão em vantagem competitiva.

O primeiro passo é o diagnóstico tributário completo: mapeamento dos tributos atualmente pagos, dos regimes vigentes, dos benefícios fiscais aproveitados e do perfil de créditos acumulados. Esse diagnóstico permite projetar o impacto líquido da transição para o modelo dual de IVA.

O segundo passo é a revisão de contratos e políticas comerciais: identificar contratos com prazo superior a 2026 que possam ser afetados pela mudança e renegociar cláusulas de reajuste tributário.

O terceiro passo é o investimento em tecnologia fiscal: garantir que os sistemas de gestão estejam preparados para emitir documentos fiscais no novo padrão, apurar créditos de IBS e CBS, e gerar as obrigações acessórias do novo sistema.

O quarto passo é a capacitação das equipes internas: os profissionais financeiros, contábeis e operacionais precisam compreender a lógica do novo modelo para tomar decisões corretas no dia a dia.

 

Qual é a Importância do Planejamento Tributário Diante do Novo Cenário?

O planejamento tributário ganha centralidade estratégica em um contexto de transição como o que o Brasil atravessa. Não se trata apenas de minimizar tributos, mas de garantir previsibilidade financeira, conformidade legal e competitividade em um mercado que também estará se adaptando.

Para empresas de médio e grande porte, o planejamento tributário no contexto da reforma envolve análise de reestruturação societária, revisão da cadeia de fornecimento, avaliação de regimes especiais setoriais e mapeamento de incentivos fiscais remanescentes compatíveis com o novo modelo.

Para pequenas empresas, o planejamento tributário começa pelo entendimento do impacto da reforma sobre o regime atual e pela avaliação de se a permanência no Simples Nacional continua sendo a opção mais vantajosa.

A Confirp Contabilidade, com mais de 40 anos de experiência em consultoria tributária e planejamento fiscal para empresas de todos os portes, tem desenvolvido planos de adequação personalizados. O acompanhamento constante das mudanças legislativas e a experiência prática com clientes de diferentes setores tornam a empresa uma referência entre os contadores em SP para a interpretação e aplicação da legislação tributária brasileira.

 

Qual é o Papel da Contabilidade Estratégica na Adaptação às Novas Regras Tributárias?

A contabilidade estratégica vai além do registro de fatos contábeis e do cumprimento de obrigações acessórias. No contexto da Reforma Tributária, o contador assume o papel de consultor estratégico de negócios, capaz de traduzir mudanças complexas na legislação em decisões práticas e financeiramente sustentáveis.

Os contadores em SP que atuam com visão estratégica estão desenvolvendo análises de impacto setorial, modelos de simulação de carga tributária e planos de comunicação com clientes sobre os efeitos da transição. Essa abordagem preventiva é fundamentalmente diferente de uma contabilidade reativa, que apenas registra o que aconteceu.

A Confirp posiciona-se exatamente nessa interseção entre conformidade tributária e estratégia empresarial. Com equipes especializadas em diferentes setores e regimes tributários, a empresa oferece suporte integral às empresas durante todo o período de transição, da análise inicial à adaptação plena ao novo sistema.

 

Tendências para os Próximos Anos: O Que Esperar da Reforma Tributária até 2033?

A trajetória da Reforma Tributária nos próximos anos será marcada por três grandes movimentos. O primeiro é a regulamentação complementar progressiva: ainda há muitos pontos a serem definidos por leis complementares, resoluções do Comitê Gestor do IBS e atos normativos da Receita Federal. Cada nova norma pode alterar o cenário de impacto para segmentos específicos.

O segundo movimento é o teste de sistemas e obrigações acessórias: a implementação prática do novo modelo exigirá ajustes tecnológicos constantes, tanto por parte do fisco quanto das empresas. Os primeiros anos de vigência trarão inevitavelmente períodos de instabilidade operacional.

O terceiro movimento é a convergência de alíquotas: as alíquotas de IBS e CBS serão graduadas ao longo da transição, e a calibragem final dependerá de variáveis políticas, fiscais e econômicas. Empresas que monitorarem esse processo em tempo real terão maior capacidade de adaptar seus modelos de negócio.

Os contadores em SP e especialistas tributários de todo o Brasil acompanharão cada etapa dessa evolução. A Confirp Contabilidade mantém equipe dedicada ao monitoramento legislativo e à produção de análises técnicas atualizadas para seus clientes.

 

FAQ: Perguntas Frequentes sobre a Reforma Tributária e seus Impactos

 

O que muda para minha empresa com a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária substitui cinco tributos sobre consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos tributos unificados: o IBS e a CBS. Para sua empresa, o que muda na prática é a forma de apurar, calcular e recolher os tributos sobre vendas de produtos e serviços, além do direito a crédito de forma ampliada. O impacto específico sobre a carga tributária depende do setor, do regime tributário e do perfil de insumos da empresa.

 

Quais são os setores mais impactados pela Reforma Tributária no Brasil?

De acordo com análises dos contadores em SP e especialistas tributários, os setores mais impactados negativamente tendem a ser os de prestação de serviços, setor financeiro e mercado imobiliário, que hoje operam com alíquotas mais baixas e menor acesso a créditos. Por outro lado, a indústria de transformação e o agronegócio podem se beneficiar com a não cumulatividade plena.

 

O Simples Nacional vai acabar com a Reforma Tributária?

Não. O Simples Nacional não é extinto pela Reforma Tributária. As microempresas e empresas de pequeno porte continuarão podendo optar pelo regime simplificado. No entanto, haverá adaptações no sistema para garantir a coexistência com o IBS e a CBS, e é fundamental avaliar se a permanência no Simples continuará sendo a opção mais vantajosa para cada empresa.

 

Quando começa a vigorar o novo sistema tributário?

O novo sistema tributário começa a ser implantado de forma gradual a partir de 2026, com a vigência das alíquotas iniciais de IBS e CBS. A transição completa ocorrerá até 2033, quando os tributos antigos serão extintos definitivamente. Durante esse período, o sistema antigo e o novo coexistirão.

 

Como calcular o impacto da Reforma Tributária na minha empresa?

O cálculo do impacto exige um diagnóstico tributário individualizado, considerando o regime tributário atual (Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real), o volume e o perfil de insumos comprados, as alíquotas de ICMS e ISS hoje aplicáveis, os benefícios fiscais vigentes e a posição da empresa na cadeia produtiva. Os contadores em SP especializados em consultoria tributária realizam esse tipo de análise de forma estruturada.

 

O que é o IBS e como ele funciona?

O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) é um tributo de competência estadual e municipal que integra o modelo de IVA dual da Reforma Tributária. Ele substitui o ICMS e o ISS, incide sobre operações com bens e serviços em todo o território nacional, e funciona com base na não cumulatividade plena, permitindo o aproveitamento de créditos de todo o imposto pago nas etapas anteriores da cadeia produtiva.

 

O que é a CBS e qual a diferença em relação ao IBS?

A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é o tributo federal que substitui PIS e Cofins no novo modelo. Sua lógica de apuração é idêntica à do IBS, mas a arrecadação destina-se à União. IBS e CBS têm a mesma base de cálculo e são apurados conjuntamente, mas possuem alíquotas, legislação e destinação da arrecadação distintas.

 

Qual é o papel do planejamento tributário durante a Reforma Tributária?

O planejamento tributário é essencial para que as empresas antecipem os impactos da reforma, identifiquem oportunidades de redução de carga, revisem contratos e políticas de preços, e garantam conformidade durante o complexo período de transição. Empresas que investirem em planejamento tributário agora estarão melhor posicionadas para absorver as mudanças sem surpresas financeiras ou operacionais.

 

A Confirp oferece suporte para adaptação à Reforma Tributária?

Sim. A Confirp Contabilidade, com mais de 40 anos de atuação e reconhecida como referência entre os contadores em SP, oferece consultoria tributária estratégica, diagnóstico de impacto da reforma, planejamento fiscal personalizado e suporte contínuo durante o período de transição, para empresas de todos os portes e segmentos.

 

Como a guerra fiscal entre estados será afetada pela Reforma Tributária?

A adoção da regra de destino para o IBS elimina progressivamente o principal incentivo da guerra fiscal estadual: a concessão de benefícios de ICMS para atrair empresas. Com o imposto sendo cobrado no local de consumo e não mais de produção, os estados perdem o instrumento central de competição fiscal predatória. Isso tende a nivelar o campo competitivo entre regiões, mas também extingue incentivos de localização que hoje fazem parte do planejamento tributário de muitas empresas.

Este conteúdo foi produzido pela equipe técnica da Confirp Contabilidade, empresa com mais de 40 anos de experiência em contabilidade, consultoria tributária e planejamento fiscal para empresas de todos os portes e segmentos. A Confirp acompanha continuamente as mudanças legislativas e oferece suporte estratégico para a adaptação de seus clientes ao novo ambiente tributário brasileiro. Para consultas e diagnósticos tributários, entre em contato com nossos especialistas.