Na maior parte das cidades brasileiras, sim: instalar letreiro, placa ou painel na fachada depende de autorização da prefeitura, geralmente chamada de licença de publicidade ou licença de anúncio. O que muda de uma cidade para outra é o tamanho permitido, a altura mínima, o tipo de luz aceito e o valor da taxa.
Como não existe uma regra nacional única, a resposta prática sempre passa pela legislação do seu município. Abaixo estão as perguntas que mais aparecem para quem vai abrir ou reformar uma loja, com exemplos reais de duas capitais.
Quem faz as regras do letreiro: a prefeitura ou o governo federal?
A prefeitura. A Constituição dá aos municípios competência para legislar sobre assuntos de interesse local e para ordenar o uso do solo urbano, e a paisagem da cidade entra nesse pacote. Por isso, cada município tem seu próprio código de posturas ou lei específica de publicidade ao ar livre.
Na prática, isso significa que um letreiro perfeitamente legal em uma cidade pode ser irregular na cidade vizinha. Fornecedor que diz “pode instalar, ninguém fiscaliza” está falando da experiência dele, não da lei.
O que normalmente é pedido para licenciar um anúncio?
Os documentos variam, mas a lista costuma girar em torno destes itens:
- requerimento em nome da empresa, com CNPJ e inscrição municipal;
- endereço e, em alguns casos, número do cadastro do IPTU;
- desenho ou fotomontagem do anúncio com medidas e posição na fachada;
- medida da testada do imóvel (a frente voltada para a rua);
- responsável técnico com ART ou RRT quando houver estrutura de maior porte;
- pagamento da taxa de licença, que pode ser anual.
Em Goiânia, o atual Código de Posturas é a Lei Complementar nº 368/2023. O regulamento do Código de Posturas de Goiânia prevê, por exemplo, que licenças de publicidade emitidas pela lei anterior sejam renovadas após o vencimento já pelas regras novas, e que as novas licenças sejam renovadas mediante pagamento de taxa.
Um fornecedor que entrega desenho técnico com medidas facilita muito esse pedido. Na Imagem Digital Gyn, o serviço de fachadas inclui a etapa de projeto e aprovação antes do corte e da pintura, e um projeto e aprovação de fachada feitos antes da produção evitam fabricar uma peça que a prefeitura não aceitaria.
Existe tamanho máximo para o letreiro?
Em muitas cidades, sim, e o limite costuma ser proporcional à testada. O exemplo mais conhecido é a Lei Cidade Limpa de São Paulo, a Lei Municipal nº 14.223/2006, que permite um único anúncio indicativo por fachada, com as seguintes áreas:
| Testada do imóvel | Área máxima do anúncio |
|---|---|
| Menos de 10 m | 1,5 m² |
| De 10 m a menos de 100 m | 4 m² |
| 100 m ou mais | Dois anúncios de até 10 m² cada, a pelo menos 40 m um do outro |
A mesma lei pede altura mínima de 2,20 m do chão e avanço máximo de 15 cm sobre a calçada quando o imóvel está no alinhamento.
Goiânia aprovou em 2020 um programa de ordenação de anúncios para os núcleos pioneiros da cidade, com área de 0,15 m² por metro de testada e altura mínima de 2,10 m. A regra ficou anos sem aplicação efetiva, e a prefeitura anunciou em 2026 a intenção de colocá-la em prática. Quem tem loja no Centro ou em Campinas deve acompanhar de perto.

Letreiro luminoso segue regras diferentes?
Muitas vezes, sim. É comum que as leis municipais tratem de forma separada luzes intermitentes, telas e painéis eletrônicos com mensagens variáveis. O regulamento de Goiânia, por exemplo, define o que é DTM (dispositivo de transmissão de mensagem, como telas e visores) e estabelece distância mínima entre engenhos de grande porte instalados no solo.
Para o letreiro comum, com nome fixo e luz contínua, a licença costuma ser a mesma de um anúncio sem luz, mas a instalação elétrica precisa ser segura. Quem compara letreiros luminosos sob medida deve perguntar ao fornecedor como ficam fonte, cabeamento e proteção contra chuva, porque isso também entra na responsabilidade do dono do ponto.
Imóvel alugado, condomínio ou shopping mudam alguma coisa?
Mudam, e muito. Antes da prefeitura, há outras autorizações a conferir:
- Proprietário do imóvel. O contrato de locação pode exigir autorização para alterar a fachada.
- Condomínio comercial. A convenção costuma padronizar cor, material e tamanho dos letreiros.
- Shopping ou galeria. O regimento interno manda, e o projeto quase sempre passa pela administração antes de ser instalado.
- Imóvel tombado ou em área histórica. Pode depender também do órgão de patrimônio.
Pular essa etapa é uma das formas mais rápidas de ter de desmontar um letreiro novo. Quem vai instalar uma estrutura maior, como um projeto de fachada em ACM, deve levar o desenho ao proprietário e ao condomínio antes de assinar com o fornecedor.
O que acontece se eu instalar sem licença?
As consequências mais comuns são multa e notificação para retirada. Em São Paulo, a redação original da Lei Cidade Limpa previa multa de R$ 10 mil por anúncio irregular de até 4 m², com acréscimo de R$ 1 mil por metro quadrado excedente, e cobrança em dobro se a irregularidade não fosse corrigida no prazo. Os valores podem ter sido atualizados desde então.
No programa goianiense de 2020, as multas previstas para publicidade irregular nos núcleos pioneiros iam de R$ 500 a R$ 2 mil por metro quadrado. Vale perguntar à prefeitura quais valores estão em vigor no seu caso.
Além da multa, há o custo de retirar a peça e, às vezes, de refazer a fachada. Um letreiro luminoso instalado fora das regras pode ter de ser reduzido ou desligado, o que significa pagar duas vezes pela mesma comunicação.
Se o letreiro cair, quem responde?
Quem ocupa ou é dono do imóvel. O Código Civil, no art. 937, diz que o dono de edifício ou construção responde pelos danos resultantes de sua ruína quando ela vier da falta de reparos necessários. O art. 938 responsabiliza quem habita o prédio pelos danos causados por coisas que dele caírem.
Na prática, uma peça mal fixada que cai sobre um carro ou um pedestre gera dever de indenizar, com ou sem licença. Por isso, a fixação e a manutenção valem tanto quanto a aprovação. Empresas que acompanham o letreiro da concepção à instalação, como a Big Letras, assumem a parte técnica da fixação, mas a verificação periódica continua sendo do dono do ponto.
Como fazer o pedido sem perder tempo?
Um roteiro que costuma funcionar:
- Consulte o site da prefeitura ou o atendimento ao empresário e procure por “licença de publicidade” ou “licença de anúncio”.
- Meça a testada do imóvel e anote as limitações da sua rua.
- Peça ao fornecedor o desenho com medidas, materiais e altura de instalação.
- Garanta por escrito as autorizações do proprietário e do condomínio.
- Protocole o pedido e só então instale.
Se a empresa ainda está se formalizando, o letreiro entra junto com outras licenças de funcionamento, tema que aparece bem detalhado neste guia sobre licenças obrigatórias antes de abrir um negócio.
Quem está em Goiânia e procura uma empresa de letras caixa em Goiânia encontra fabricantes que já conhecem as exigências locais e ajudam a dimensionar a peça. Muitas oficinas que produzem letreiros para fachadas mostram o projeto em escala antes de fabricar, e esse desenho é exatamente o que a prefeitura pede. A Alumax, que atende lojas, clínicas e escolas em Goiânia com fachadas e letras caixa, também trabalha a partir de foto e medidas da frente do imóvel.
Quando chamar um advogado ou um arquiteto
Para uma placa simples em loja de rua, o caminho administrativo costuma ser suficiente. Procure um profissional quando o imóvel for tombado, quando houver notificação ou multa já aplicada, quando o condomínio barrar o projeto ou quando a estrutura exigir responsável técnico. Nesses casos, um advogado com atuação em direito urbanístico ou um arquiteto com experiência em aprovação na prefeitura costuma economizar meses de idas e vindas.











